Mel B – “Meu pai me carregava no colo para evitar ser espancado por racistas”


O que leva um ser humano a agredir o outro pela cor de sua pele? Não há resposta racional para esta pergunta, mas é fato que a violência de crimes de ódio movidos pelo racismo estão presentes na rotina de muitas pessoas, sem distinção de posição social ou fama. A cantora Mel B revelou um fato chocante enfrentado por sua família quando ela era bebê, com seu pai a levando no colo quando andava na rua para não ser alvo de agressões de racistas. “Ele tinha menos probabilidade de ser atacado com um bebê nos braços”, revelou a ex-Spice Girls em entrevista ao The Sun.

A cantora, de 46 anos, é filha de uma mulher branca britânica branca e tem o pai negro, nativo da ilha caribenha de Nevis. Ela contou seu drama pessoal com o racismo no aniversário de um ano do assassinato de George Floyd. “Minhas primeiras lembranças da escola são correr para casa a toda velocidade com crianças gritando “Redskin” e “Paki” [insultos racistas no Reino Unido] para mim e meu pai me dizendo que eu precisava lutar minhas próprias batalhas”, afirmou a artista.

Mel disse que ter crescido se sentido como uma estranha, situação que perdurou até a idade adulta quando, depois de se juntar às Spice Girls em meados dos anos 90, uma de suas características mais distintas se tornou um tópico de debate. Na época, um estilista perguntou se ela poderia “arrumar” seu cabelo naturalmente cacheado e Mel recusou. As colegas de banda Geri Horner, Victoria Beckham, Mel C e Emma Bunton a defenderam e disseram que queriam comemorar suas diferenças.

No entanto, a mãe de três filhos disse que está vendo as coisas mudando para melhor na indústria do entretenimento, com mais diversidade em nossas telas de TV. “Ainda há um certo nível de simbolismo, mas a indústria do entretenimento em 2021 parece muito diferente daquela com a qual cresci – e diferente até mesmo de dois anos atrás”, comemorou a cantora.

Em um incidente em 1997, Mel B foi alvo de discriminação, mesmo sendo mundialmente conhecida por sua carreira na girl band. “Mesmo quando eu era uma Spice Girl mundialmente famosa fazendo um show para o Príncipe Charles e Nelson Mandela na África do Sul, fui convidada por uma vendedora em uma loja de grife para sair”, reclamou certa vez à revista OK!. A artista acrescentou que se sentiu humilhada – mas não surpresa – com o incidente, e reforçou que recebeu o apoio das colegas, que ficaram indignadas e começaram a gritar com a mulher.

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